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Árvore centenária repousa no tokonoma
Enquanto repouso em ti.
Vou deixando-me ficar
Aprendendo a secular Arte. 
              
Mário A. G. Leal
Blog Pensando Mario A G Leal
     
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Regras para Nomenclatura Científica



José Ferreira dos Santos
Biólogo, mestre em Genética e doutor em Bioquímica, Prof. Adjunto do Depto. de Genética, CCB, Universidade Federal de Pernambuco 
e-mail : riegertt@uol.com.br


A nomenclatura científica normalmente é considerada muito chata pelos estudantes de biologia. Para o público em geral pode parecer muito complicada e incompreensível. Mas o conhecimento das regras básicas da nomenclatura pode ser útil aos bonsaístas, principalmente para quem pretende ler e compreender a literatura internacional. Também é importante para quem tem por objetivo identificar plantas nativas para trabalhar como bonsai. Não é necessário decorar estas regras, apenas compreender seu significado e importância. 

As principais regras são as seguintes: 

1) Desde o naturalista Lineu, a denominação científica das espécies é sempre binomial, ou seja, composta por dois nomes, sendo o primeiro o gênero e o segundo a espécie; 

2) Embora as espécies de um gênero sejam parentes (evolutivamente) e às vezes parecidas, o primeiro nome não é da família. A família é uma categoria ainda maior, normalmente englobando vários gêneros; 

3) Mesmo que uma espécie tenha dezenas de nomes populares, ela terá um único nome científico como identidade; 

4) O nome da espécie será utilizado internacionalmente, independentemente da língua do texto que a cita; 

5) Todos os nomes são em Latim ou latinizados (pois a língua morta não está sujeita a alterações de grafia) e por isso nenhum nome científico deve ser acentuado; 

6) Deve-se escrever o nome científico com destaque, por isso normalmente se utiliza o tipo itálico (Ficus retusa); 

7) Quando usado sozinho, o nome do gênero se refere a todas as espécies incluídas nele (escreve-se Acer para se referir a todas as espécies descritas para o gênero); 

8) Para se referir a uma espécie em particular, o nome da espécie é sempre precedido do nome do gênero (Acer palmatum); 

9) O nome do gênero deve ser escrito com letra maiúscula e o da espécie com letra minúscula, de maneira que seria igualmente incorreto escrever “acer palmatum” ou “Acer Palmatum”; 

10) Quando já foi citado antes no mesmo trecho, o nome do gênero pode ser abreviado (A. palmatum), mas não omitido; 

11) Uma espécie pode ter variedades ou subespécies (A. palmatum atropurpureum); 

12) O nome da espécie não pode ser omitido nem deve ser abreviado (portanto, não seria correto escrever “A. p. atropurpureum”, nem muito menos “A. atropurpureum”); 

13) Muitas vezes aparece escrito Eugenia sp., indicando que a espécie pertence a este gênero, mas sem indicar qual é a espécie. Isso pode acontecer por não terem sido procuradas as informações existentes sobre a espécie ou por ela ser uma espécie nova, ainda a ser descrita; 

14) Uma vez atribuído, um nome de espécie não pode ser retirado, permanecendo como sinônimo. Muitas vezes, depois de novos estudos fica demonstrado que uma determinada espécie pertence a outro gênero. Por exemplo, Eugenia suaveolens foi o nome atribuído ao Cambuim-de-raposa, mas depois foi verificado que esta espécie, por suas características, deveria ser transferida para o gênero Blepharocalix. Portanto, o nome correto passou a ser Blepharocalix suaveolens, mas o nome antigo (Eugenia suaveolens syn) continua como sinônimo; 

15) A primeira atribuição de nome de um gênero ou espécie tem prioridade. Se por equívoco um novo nome foi atribuído, ao ser percebido o erro, o nome antigo terá preferência de utilização; 

16) Como toda regra, a anterior também tem exceção. Por exemplo, a espécie Ehretia buxifolia é mais conhecida internacionalmente como Carmona microphyla, que é o nome preferido pelos bonsaístas. Embora cientificamente o nome correto seja o primeiro, o segundo foi consagrado pelo uso. Assim, os bonsaístas continuarão cultivando Carmona microphyla, mas se um botânico descobrisse uma nova espécie do gênero, seria obrigado a usar o nome Ehretia (se ele fosse brasileiro, poderia nomear a nova espécie como Ehretia brasucae, por exemplo); 

17) Às vezes aparecem algumas letras entre os nomes: Ficus retusa var. microcarpa, Juniperus x media, Myrcia cf guianensis, etc. Também são símbolos utilizados internacionalmente, sendo “var” a abreviatura de “variedade”, o “x” indica que se trata de uma espécie híbrida de junípero, e o “cf” significa que o nome da espécie necessita ser confirmado. 

1a. versão (31/01/2007) 









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