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Bonsai

Árvore centenária repousa no tokonoma
Enquanto repouso em ti.
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Aprendendo a secular Arte. 
              
Mário A. G. Leal
Blog Pensando Mario A G Leal
     
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Estaquia

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TÉCNICA DE ESTAQUIA EM PINHEIRO NEGRO
Com uso de soro glicozado


Após o plantio e a germinação, quando aos 6cm de altura, o Pinheiro Negro está pronto para o processo do Sashiki (ESTAQUIA). Optamos pela estaquia em células de isopor como ao lado.

A planta ao lado já se encontra no estágio
recomendado para o processo.

O corte das raízes para a estaquia.

A planta sem as raízes.

Cada muda deve ficar 10min. em líquido enraizante.
A estaquia deve ser feita em areia média, as plantas devem ser mantidas a sombra e ser pulverizadas com soro glicosado a 5%, diluido em água a 2,5%.
Esclarecendo:
O Soro utilizado é encontrado em farmácias, solução 5%, e diluído em água. Foi utilizado 25ml de soro para um litro de água.
Técnica utilizada pelo Mestre Hidaka, porém desconhecemos quem a desenvolveu.

O resultado serão plantas menores com maior brotação áerea e espansão do sistema raticular.

De 200 estaquias tivemos aproveitamento de 179 mudas neste primeiro experimento.
Observação:
Fizemos outras 40 plantas sem o uso dessa técnica, e conseguimos resultado de apenas 16 plantas.

Matéria permitida pelos amigos Ligia e Adalberto Bertoldo do site CASADOBONSAI Conforme e-mail abaixo: ----- Original Message ----- 
From: Casa do Bonsai 
To: Mario A. Garcia Leal 
Sent: Monday, July 28, 2003 10:27 PM
Subject: Sashiki
Prezado Mario, ficamos felizes com a sua aprovação,
concordamos com a divulgação no seu Site.
Se possivel gostariamos que nos auxiliasse na divulgação do I Encontro Catarinense de Bonsai.
Casa do Bonsai,
Ligia Bertoldo.

SASHIKI  (ESTAQUIA
)
por Bergson de Mendonça Vasconcelos

O ser humano por natureza é imediatista, tudo deseja, porém sempre para ontem.
Quase sempre esquecemos que o passado é imutável, o futuro está por vir, e o que nos pertence é o presente, e é nele que deve residir nossos sonhos e realizações, que nossos resultados futuros, dependem do hoje. Sashiki que seria as mudas feitas por estacas, personifica bem, e colabora com nossa vontade urgente e imediata de resultados, pois necessita de menos tempo para formação e possibilita antever o nosso “bonsai” . As estacas para nossos futuros Bonsai, podem ser selecionadas de praticamente todos os tipos de árvores e arbustos. O principal cuidado reside no momento da escolha de nossas mudas, não necessariamente de um bonsai já formado, mas também de árvores e arbustos na natureza, devem ser fortes e saudáveis, e possuir a forma que desejamos a nosso futuro bonsai, não esquecendo que estacas menores desenvolvem raízes e crescimento mais rápido. Basicamente, devemos seguir um pequeno roteiro: 1. O corte da estaca deve ser em diagonal, gerando uma maior área de contato e possibilitando um maior e uniforme enraizamento;
2. Utilize um recipiente com furos, para possibilitar uma melhor drenagem da água e assim evitar o apodrecimento das mudas;
3. Como solo para estacas utilizo uma mistura de pedriscos (de areia lavada, 40%) e terra preta (60%), tendo o cuidado de esterilizar esse material (utilizo uma chapa de metal direto no fogo);
4. Coloque as estacas no recipiente, deixando espaço entre elas;
5. Molhe o suficiente, até que a água saia pelos furos do recipiente;
6. Coloque no recipiente alguns arames para servirem de suporte, e então instale um plástico sobre eles, produzindo então um efeito estufa, mantendo assim umidade e calor necessários ao desenvolvimento das mudas;
7. Lembrar de molhar diariamente as mudas, tantas vezes quanto forem necessárias, deixando o solo úmido e não encharcado;
8. Inicialmente deixar as estacas a meia-sobra;
9. Entre 30 e 60 dias começarão a crescer as raízes, e então as colocar em ambiente de incidência normal do sol;
10. Adubar com fertilizante líquido (utilizar a metade da dosagem recomendada nas embalagens) a partir dos 180 dias;
11. A partir de 12 meses devem ser plantadas em recipientes individuais, cortando a raiz principal e as mais grossas, possibilitando um crescimento uniforme de toda a massa de raízes. Começa então a formação propriamente dita de nosso “Bonsai”, precisa-se apenas de dedicação e tempo, qualidade e condição que é característica da alma de cada bonsaísta. Bergson de Mendonça Vasconcelos

bergson@globo.com


PROPAGAÇÃO DE MUDAS POR ESTAQUIA
Texto autorizado
www.biokits.com.br

A propagação assexuada é utilizada para produzir uma planta genotipicamente igual à planta mãe, sendo a estaquia o método mais importante e utilizado para a reprodução de muitas espécies ornamentais e algumas frutíferas.
As estacas podem ser produzidas de porções vegetativas de caules, caules modificados (rizomas, tubérculos, bulbos), folhas ou raízes. As estacas provenientes de caules têm a vantagem de sua fácil obtenção e mais disponibilidade de material.
No entanto, para se obter sucesso através da reprodução por estaquia, muitos aspectos devem ser considerados.
As estacas devem ser provenientes de ramos terminais, de maturação recente, de plantas sadias e vigorosas. Não recomendando, portanto, usar plantas com deficiência em nutrientes ou atacadas por pragas e insetos ou pulverizadas recentemente com óleo.
As estacas devem possuir, se possível, duas folhas cortadas ao meio e no mínimo duas gemas, sendo o corte superior realizado acima de uma gema e o inferior logo abaixo de outra gema.
O ideal é retirar os ramos nas primeiras horas da manhã ou à noite, período no qual a planta não se encontra com deficiência hídrica, o que ameniza o problema de morte das estacas pela hidratação. Após a coleta, os ramos devem ser acondicionados em sacos de polietileno (plástico), pulverizando-os com água, até o momento da confecção das estacas.
As estacas podem ser cultivadas em vários tipos de substratos como a vermiculita, areia, perlite, serragem de madeira, palha de arroz, casca de troncos de árvores, terra e ainda pode-se usar a combinação de dois ou mais substratos em diferentes proporções, não havendo diferenças entre os substratos citados.
O ambiente ideal para cultivo é um local de alta umidade, luminosidade mediana e temperaturas não elevadas, entre 15 e 25ºC. O importante é a manutenção da umidade. Pode-se criar o ambiente com o uso de cobertura de polietileno ou ripado, que são métodos mais simples porém menos eficientes. O melhor seria a construção de uma câmara de nebulização totalmente fechada com polietileno, ou com a laterais abertas, onde equipamentos de nebulização aspergem água na forma de névoa, mantendo alta a umidade do local.
As Estações do Ano também influenciam sobre o enraizamento de estacas devido às fases de crescimento da planta. A melhor época para coleta de ramos é na estação mais quente e chuvosa, existindo dois períodos ótimos para coleta que são um no início da Primavera e outro no Verão. Há poucas espécies que conseguem se propagar no Inverno pois a planta está em dormência.
As folhas são consideradas como fonte de auxinas e nutrientes necessários à formação das raízes nas estacas. Através da análise química da base das estacas, onde se verificou alto conteúdo de açúcares e nitrogênio solúvel e insolúvel, conclui-se que o efeito principal das folhas no processo de formação das raízes se dá através do fornecimento de fatores nutricionais à base das estacas.
As folhas adultas servem como órgão de assimilação e reserva de carboidratos, os quais são cruciais para o sucesso do enraizamento. A preservação das folhas garante a sobrevivência das estacas, tanto pela síntese de carboidratos através da fotossíntese, como pelo fornecimento de auxinas e outras substâncias que são importantes no processo de formação de raízes, estimulando a atividade de troca e a diferenciação celular.
O período de 48 horas de ação dos auxinas culmina com a divisão celular, coincidindo com o período em que a presença das folhas é essencial para boa resposta de enraizamento das estacas. A dessecação das folhas pode afetar a formação das raízes nas estacas e a prevenção da morte das folhas pode aumentar significativamente o crescimento e o desenvolvimento do sistema radicular.
A iniciação de raízes adventícias em estacas é dependente das auxinas, carboidratos e substâncias nitrogenadas, bem como outros fatores de crescimento e sinérgicos das auxinas, os quais são fornecidos pelas folhas e se acumulam na zona de regeneração de raízes.
A relação existente entre auxinas e carboidratos no desenvolvimento de raízes parece complexo, entretanto a auxina pode influenciar diretamente na acumulação basal de carboidratos, bem como no aumento da sua concentração, condições que induzem o enraizamento.
Os carboidratos em si não aumentam a resposta de enraizamento, mas são fonte de energia e carbono para a síntese de outras substâncias para a formação de raízes. A disponibilidade de carboidratos nas estacas é provavelmente o fator que determina o potencial de enraizamentonas estacas.
O conteúdo de amido nas estacas durante o Inverno (dormência) é alto, apresentando baixo enraizamento devido à concentração endógena inadequada de auxinas, não permitindo a mobilização do amido. Já na Primavera e Verão onde ocorre um aumento do enraizamento, há baixo conteúdo de amido favorecendo a concentração de auxinas endógenas, que estão ligadas à mobilização do amido relacionada ao crescimento da atividade das enzimas hidrolíticas.
Existe uma relação positiva entre o acúmulo de amido próximo à gema no ramo e a capacidade de enraizamento em estacas. A iniciação radicular ocorre em áreas ricas em amido e regiões pouco diferenciadas, bem como em regiões com alto nível de auxinas endógenas.
No enraizamento há pronunciado aumento de açúcares e diminuição na concentração de amido nas estacas, formando sacarose, frutose, glicose e sorbitol. É fato que a ação das auxinas requer a presença de ácidos nucleicos e protéinas.
Basicamente as raízes formam-se segundo as seguintes fases:
Estádio inicial => onde ocorre a formação das raízes, subdividida em duas fases: auxina-ativa – a auxina deve ser fornecida continuadamente, via parte aérea ou aplicada na base das estacas, dura cerca de quatro dias; auxina-não-ativa – a permanência da auxina não compromete a formação das raízes e dura aproximadamente quatro dias.
Estádio de Alongamento e Crescimento das Raízes => quando as raízes crescem através da córtex, emergindo da epiderme do caule. Não há aplicação de auxinas.
Existem dois tipos básicos de aplicação das auxinas: o uso de baixas concentrações (0 a 500 mg/L) num tempo de imersão prolongado, cerca de 24 horas, que constituem tratamentos mais baratos e o uso de altas concentrações (500 a 10.000 mg/L) num tempo de imersão bastante rápido, de 5 a 10 segundos, resultando em um tratamento mais caro.
É importante destacar que nesse dois modos de aplicação de auxinas, a concentração e o tempo de imersão dependem do tipo de estaca, geralmente estacas lenhosas e semilenhosas utiliza-se uma maior concentração com um tempo de imersão mais prolongado e estacas herbáceas utiliza-se menor concentração em um tempo de imersão menor, sempre respeitando os limites de concentração pois qualquer alteração pode entoxicar a estaca.
Existe também um terceiro tipo de aplicação na forma de talco, que é um método de fácil utilização e possível recomendação sendo empregado em viveiros comerciais da Califórnia, através do uso do IBA na concentração de 3.000 (0,3%) a 8.000 (0,8%) mg/L.
Como todo processo de crescimento, o desenvolvimento do primórdio radicular necessita de demanda de nutrientes. Em estacas lenhosas e semilenhosas encontra-se intenso transporte de açúcares e compostos nitrogenados das folhas para a base das estacas tratadas com auxina. O papel dos carboidratos e compostos nitrogenados na foramação de raízes parece estar em equilíbrio com a auxina.
A ação positiva das auxinas sobre o enraizamento das estacas deve estar relacionada com a divisão das células que darão origem às raízes. Além disso esses hormônios levam ainda à síntese de RNA, o qual intervém na iniciação do primórdio radicular favorecendo a atividade metabólica necessária para o desenvolvimento de novos tecidos da raiz, estimulando o crescimento das mesmas.
O ácido indol-butírico (IBA) é uma das auxinas mais empregadas por possuir alta atividade, faixa maior de concentrações não fitotóxicas e ser efetiva em muitas espécies. As auxinas sintéticas são mais estáveis que o ácido indol-acético (IAA), tanto nos vegetais quanto em solução. O IBA é uma auxina débil, com boa estabilidade à luz, não é destruída pelo sistema IAA-oxidase e é pouco translocável.
O IBA utilizado no tratamento das bases das estacas é rapidamente transportado pela corrente da transpiração até as folhas. Nessas, sua função seria de ativar maior produção de IAA, ocorrendo o transporte até a região de iniciação radicular.
Em experimentos realizados a fim de verificar o efeito de vários íons sobre o enraizamento de estacas, demonstrou-se que o boro, fornecido na forma de ácido bórico, aumentou a produção de raízes, enquanto estacas sem tratamento com boro não apresentaram raízes. O boro influencia no enraizamento de estacas, interagindo sinergicamente com o IBA, aumentando o sucesso da formação de raízes.
O papel do boro pode ser:Na planta – no controle do crescimento e diferenciação;
No fisiológico – no controle da permeabilidade da membrana celular e translocação de açúcares. No bioquímico – no controle das enzimas envolvidas no metabolismo de carboidratos, polifenóis e lignina, de auxinas e ácido nucleicos.
Do ponto de vista fisiológico e bioquímico, a cadeia metabólica que envolve o boro, lignificação e peroxidases está ligada ao metabolismo de hormônios, especialmente as auxinas.
É importante sempre verificar os vários aspectos necessários para que se obtenha sucesso na reprodução vegetal, como umidade, arejação, estação da coleta, tamanho das estacas, entre outros, além da sanidade e vigor das plantas, contudo as folhas, mantendo boa nutrição, rica em todos os nutrientes, macros e micros, com atenção especial ao boro. O uso de incentivadores de enraizamento auxilia na reprodução mas é fundamental verificar as peculiaridades de cada espécie/cultivar. O que é ótimo para um cultivar, pode não ser o ideal para outro, portanto, o ideal seria realizar, primeiramente testes com a espécie ou cultivar a ser propagada. Adaptação do livro
“Aspectos da Fisiologia do Enraizamento de Estacas Caulinares”,
de Elizabeth Orika Ono e João Domingos Rodrigues, FUNEP, 1996










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