19 Anos

online dedicados aos amantes do bonsai no Brasil e no Mundo.
O tempo não faz de você um bonsaísta, é o seu interior que é ou não.
Bonsai

Árvore centenária repousa no tokonoma
Enquanto repouso em ti.
Vou deixando-me ficar
Aprendendo a secular Arte. 
              
Mário A. G. Leal
Blog Pensando Mario A G Leal
     
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Estilos

O BONSAI E OS SEUS ESTILOS

O principal objetivo dos estilos é representar em pequenas árvores toda a   realidade das árvores na Natureza. Pequenas réplicas. Quanto mais
tivermos a sensação de uma pequena árvore mais estamos nos
aproximando do verdadeiro bonsai.
Existem um sem número de desenhos de árvores na Natureza que podem
ser imitados. Seria inviável, quase impossível, dar nomes a todas estas
variações. Assim, os japoneses, de uma forma bastante criteriosa, definiram alguns "Estilos" que representam a quase maioria destas formas naturais.
Para um estudo aprofundado desta matéria, indico o livro de Charles S. Ceronio, "BONSAI STYLES OF THE WORLD", livro este onde busquei alguma
ajuda para desenvolvimento desta matéria. Ocorre, muitas vezes, num
bonsai com um estilo predominante, a presença de características de
outros estilo. Não é o caso de aprofundamentos neste trabalho que tem
finalidade de informar o básico nos estilos. Aos interessados, o livro de
Charles trará luz a todas estas variações.

SOBRE OS DESENHOS

Todos os desenhos desta matéria foram realizados, a
meu pedido, pelo artista MARCELO DUPRAT, do Rio de
Janeiro-RJ, para o Atelier do Bonsai. O Marcelo
preenche esta lacuna com os seus desenhos dos
ESTILOS DO BONSAI, que tanto faziam falta, para a
adequada apreciação e compreensão, aos usuários do
Atelier do Bonsai. Obrigado por sua participação e
generosidade!
Marcelo Duprat, é pintor, professor e coordenador do curso de Pintura da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mestre em História e crítica da
Arte.

Home Page
http://www.marceloduprat.net

CHOKKAN - Ereto formal

Um tronco ereto, vertical, é basicamente o estilo CHOKKAN.
Os galhos devem ser arranjados alternadamente um de cada lado com o terceiro sempre para a parte posterior da árvore.
Os galhos irão diminuindo de tamanho a medida que ficam mais
altos. É aceita uma pequena inclinação. Árvores mais velhas
poderão ter os galhos rebaixados, enfatizando a idade da
árvore que mostra sentir o peso dos anos que passaram. Para
iniciar na Arte Bonsai todos deveriam começar com este estilo
e, quando tiverem muitos anos praticando voltar a êle.

MOYOGI - Ereto informal

Esta é uma variação do estilo acima mas com a vantagem
de ser muito mais fácil de desenvolver. A estrutura dos galhos
deve seguir as mesmas condições comentadas acima mas
o tronco fará algumas curvas. Os galhos devem sair da parte
externa das curvas. O visual ficará mais harmônico se o
ápice fizer uma pequena inclinação para frente, assim
como uma reverência ao observador.


SHAKAN - Inclinado


Shakan, é uma outra variação do estilo CHOKKAN, com a 
diferença de que não é vertical e o tronco poderá ter algumas 
curvaturas ou seja, não é necessário ser reto. É importante 
observar que as raízes devem ter mais força no lado contrário 
da queda da árvore. Isto mostrará que a árvore se adequou 
para sustentar-se. O nebari, que é o ponto de encontro do 
tronco com o solo, é bastante significativo neste caso. 
Observe a figura ao lado. Este estilo ocorre com frequência na 
Natureza.

HAN-KENGAI - Semi-cascata


Este estilo, Han-Kengai, é facilmente encontrado em 
precipícios montanhosos ou precipícios a beira-mar. Simboliza 
árvores que se agarram a uma face de precipício onde elas são castigadas pela neve e vento.
O estilo cascata é muito popular na China. 
A regra que não ser quebrada é a de que o ponto mais baixo 
da árvore deve estar abaixo da borda do vaso mas, acima do 
fundo do vaso.
Veja uma situação em vaso e uma em ambiente natural:


















KENGAI - Cascata

O Kengai, tem as mesmas características do Han-Kengai.
O estilo cascata é muito popular na China. Entretanto as 
cascatas japonesas tem a aparência mais suave comparada 
com as dramáticas cascatas chinesas.
A regra que não pode ser quebrada, neste estilo, é a de que o 
ponto mais baixo da árvore tem que estar abaixo da base do 
vaso.
Veja uma situação em vaso e uma em ambiente natural:


































Na cascata tradicional, o ápice invertido deve estar 
diretamente abaixo do centro do tronco. Veja figura ao lado.


FUKINAGASHI - Varrido pelo vento


Embora perceba-se neste estilo um dos mais naturais 
apresenta também, por assim dizer, um efeito, drámatico. A 
árvore foi açoitada pelo vento durante muito tempo e seus 
galhos e mesmo seu tronco acompanham a direção do vento. 
Não existem regras para o desenho do tronco ou dos galhos e, 
por isto mesmo, esta liberdade faz com que seja difícil 
apresentar um trabalho harmonioso e agradável.
Veja uma situação em vaso e uma em ambiente natural:




Ao lado, na imagem, percebe-se o movimento do vento, 
contínuo. Estas condições são observadas facilmente no alto 
das montanhas ou nas regiões litorâneas.






BUNJING - Literati


Este estilo objetiva representar a antiga caligrafia chinesa. Parece ser o único estilo que não tem uma representação na 
Natureza. O ponto central deste estilo está no tronco e em 
suas curvas. Os galhos estão limitados a parte final da árvore, 
delicados e sugestivos. O aspecto saudável das folhagens 
mostrará uma árvore bem cuidada. A palavra "Literati, é 
derivada da elite intelectual da antiga aristocracia chinesa. A 
criação deste estilo permite a liberdade de expressão do 
artista mas, é indicada apenas para os bonsaístas que já adquiriram o domínio de todos os outros estilos.

SOKAN - Tronco duplo

No estilo Sokan as raízes (o nebari) são as mesmas para os 
dois troncos diferentemente do que acontece no Estilo SOJU, 
onde as raízes de cada árvore são independentes.
É um dos lindos estilos observados pela comparação que pode 
ser feita de dois parceiros trabalhando juntos. Um casal,  a 
mãe e o filho. Dentro do estilo Sokan, as árvores poderão ter 
as características dos outros estilos como Moyogi, Shakan, 
etc.





SEKIJOJU - Raiz abraçada a rocha

Este estilo é verificado em beira de rios e locais onde as 
rochas vão sendo desgastadas e deixando as raízes expostas 
que vão se desenvolvendo sobre as mesmas.
É importante neste estilo que as raízes estejam bastante 
firmes na rocha e de forma natural. A árvore por si pode ter 
qualquer estilo, embora fique menos agradável o Estilo 
Vassoura (Hokidashi) e o Ereto formal (Chokkan).






HOKIDACHI - Vassoura

Todos os galhos se iniciam a partir de um tronco vertical sendo
subdivididos até seus pontos extremos.
Considerado um dos estilos mais belos é também um dos mais 
delicados no arranjo da fina rede de pequenos galhos que se 
mostram no período do Inverno. Para este estilo as árvores 
decíduas (Caducas) são as mais adequadas por terem, 
naturalmente, estas características.
Veja uma situação em vaso e uma em ambiente natural:



YOSE UE - Floresta

Este estilo pode conter a partir de 3 árvores. É importante 
observar que um bosque ou floresta com mais de 7 árvores 
dará mais veracidade ao estilo. A observação do número ímpar 
favorece a harmonia do conjunto. Para quantidades acima de 
21 esta característica (Ímpar) torna-se desnecessária. É 
importante a colocação das árvores de maneira que se 
evidencie a profundidade e perpectiva. Olhando-se de frente 
não se deve deixar que um tronco se interponha a outro.

NEAGARI - Raiz exposta

É muito comum vermos em nosso País, nos mangues ou em 
beira de rios este estilo mostrado em toda a sua beleza. O 
solapamento das margens dos rios e mangues, pelas águas, vai expondo as raízes criando o Estilo raiz exposta. Quanto mais 
velhas estiverem as raízes, quanto mais dramático for o 
desenho da árvore, mais expressão se consegue no resultado 
deste estilo.
Veja uma situação em vaso e uma em ambiente natural:










Informativo sobre os bonsaístas
reconhecidos no Brasil

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